Edição Especial 07 – 2 profissionais que representam dedicação, aprendizado e amor pelo que fazem
A história da Moriá Lubrificantes é marcada por coragem, transformação e pela força de pessoas que acreditaram no propósito desde o início

Moriá Lubrificantes

Do quintal à indústria: o começo de tudo

Fundada em 1995, a Moriá começou em um espaço simples, fazendo envase de lubrificantes e atendendo apenas a Zona Leste de São Paulo. Hoje, é uma das maiores fornecedoras de derivados de petróleo do Estado — e parte desse salto se deve a pessoas que acreditaram no projeto quando ainda era apenas um sonho

Uma dessas pessoas é Ariana Aparecida. Ela entrou na empresa como ajudante geral, ficou poucos meses nessa função e logo assumiu a liderança da produção. Com o tempo e muito estudo, formou-se técnica química e se tornou supervisora geral.

“Eu já resolvia tudo. A empresa ainda era pequena, e eu fui crescendo junto com ela”, relembra Ariana.

 

Liderança Feminina na Prática

Assumir um cargo de liderança, sendo mulher e como responsável por coordenar uma equipe majoritariamente masculina, poderia ter sido um desafio. Mas Ariana conta que sua postura comunicativa e a confiança no próprio conhecimento fizeram toda a diferença.

“Os meninos sempre tiveram muito respeito. Nunca tive problemas. Liderança tem a ver com personalidade e com mostrar que você sabe o que está fazendo”, afirma.

Naira, que também conhece Ariana de longa data, reforça: “Ela nunca se acomodou. Estudar, crescer e assumir responsabilidades sempre foi do perfil dela.”

O papel da qualidade no crescimento nacional

Um dos temas centrais da entrevista foi o grande diferencial da Moriá: a qualidade do produto. A vaselina sólida industrial, carro-chefe da marca, é referência no mercado — e atrai clientes de todo o Brasil.

Segundo Ariana, muitos clientes que migram para produtos mais baratos acabam retornando. “Dão problema em maquinário, ponto de fusão errado, cor fora do padrão. O nosso produto não dá dor de cabeça, por isso o cliente volta.”

Naira complementa: “Produzimos tudo internamente. Temos controle total da composição, temperatura e processo. Isso vira marketing natural.”

A transformação digital com o sistema Foccus

Umas das mudanças mais marcantes, segundo ambas, foi a implementação mais profunda do sistema Focus. Antes, os processos eram feitos manualmente, com papel, planilhas e idas e vindas entre setores.

Hoje, tudo é registrado, organizado e executado pelo sistema.

“Era um sobe e desce de escada o tempo todo. Agora entro no sistema e vejo tudo que preciso. Foi a maior mudança da empresa”, afirma Ariana.

Naira complementa: “O sistema evita erros humanos, dá organização e agilidade. Estamos animadas com as novas ferramentas de controle de estoque.”

Desafios, momentos marcantes e o futuro

Ao serem questionadas sobre os maiores desafios, Ariana cita o medo inicial de assumir a responsabilidade técnica. Naira destaca o retorno após dez anos, a adaptação e a necessidade de enfrentar resistências internas.

Entre risadas, Ariana também compartilha histórias divertidas envolvendo o fundador José Carlos — conhecido pelo humor espontâneo e por “explodir nervoso e voltar sorrindo”.

A atualização Tributária expõe o Brasil analógico: chegou a hora de atualizar o passado!

Com a nova exigência de integração entre empresas, bancos e órgãos fiscais, o país descobre o tamanho da defasagem tecnológica de seus sistemas de gestão. O que antes era rotina, agora se tornou um risco operacional.

🧩 Sistemas obsoletos, e agora?

A reforma tributária trouxe à tona algo que estava escondido: a realidade de milhares de empresas operando em sistemas legados — alguns com mais de duas décadas de uso.
Por trás da aparência de estabilidade, o que existe é um acúmulo silencioso de obsolescência: softwares em linguagens descontinuadas, bancos de dados ultrapassados e técnicos que já deixaram o mercado.

Durante anos, muitos empresários acreditaram que não investir em tecnologia era economizar. Mas a conta chegou — e com juros.

⚙️ A nova exigência: integração total

Com a chegada do IBS e da CBS, a gestão fiscal se torna digital e integrada.
Isso significa que setores internos e entidades externas — como secretarias da fazenda, bancos e instituições de crédito — deverão conversar em tempo real.

Empresas que ainda dependem de sistemas antigos, planilhas isoladas e controles manuais simplesmente não conseguirão acompanhar o novo fluxo tributário nacional.

Sistemas desenvolvidos em linguagens antigas, como Clipper, Delphi 7, FoxPro e VB6, não conseguem lidar com as novas exigências de comunicação por APIs e Web Services.
É como tentar conectar uma máquina de escrever à internet!

Essa barreira técnica transforma um sistema que parecia funcional em um gargalo invisível — um obstáculo entre a empresa e a conformidade da gestão.

🚀 Oportunidade de renascimento digital

O cenário atual também abre espaço para transformação.
Modernizar o ERP significa muito mais do que atender à reforma tributária: é redefinir a forma de gerir o negócio.
Empresas que atualizam suas plataformas passam a:
Automatizar processos financeiros e fiscais;
Integrar compras, estoques, produção e vendas em tempo real;

Aumentar a segurança e a confiabilidade dos dados;

Cumprir a LGPD e outras exigências de compliance.

💬 Visão da Foccus Sistemas

> “A reforma está acelerando o que o mercado vinha adiando há anos: a digitalização da gestão industrial.
O ERP TuTTor está preparado para esse momento, com arquitetura moderna, integração fiscal completa e atualização contínua.
Não é apenas um sistema — é o que garante que a empresa continue operando dentro das novas regras do país.”


 

Conclusão

Com a chegada de APIs, bancos de dados modernos e integrações com ferramentas de nuvem, os ERPs customizados ganharam novo fôlego.
Hoje, é possível manter a estrutura sólida e confiável de um sistema tradicional enquanto se conecta a soluções modernas, como BI, e-commerce e plataformas de automação industrial.

Isso mostra que longevidade não é sinônimo de obsolescência, mas de evolução bem conduzida.

6. O fator humano: conhecimento e confiança

Um ERP customizado é mais do que um sistema — é o retrato digital da empresa. Ele incorpora anos de aprendizado, ajustes e decisões tomadas por pessoas que conhecem profundamente o negócio.
Essa herança tecnológica e cultural é difícil de substituir e explica por que muitos gestores preferem aprimorar o sistema atual a migrar para algo totalmente novo.

Conclusão:

O Brasil entra em uma nova era tributária — e tecnológica.
A reforma fiscal não será apenas um ajuste de impostos, mas um teste de sobrevivência digital.
Quem se adaptar agora, sairá na frente.
Quem resistir, poderá descobrir que o verdadeiro custo da inércia é ficar fora do mercado.

Márcia Gonçalves Dias Deraoui

CEO da Foccus Sistemas

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