A história da Moriá Lubrificantes
Parceria e confiança: o segredo de uma sociedade duradoura
No mês em que celebramos as mulheres na indústria, a POD Sistemas apresenta um exemplo que une tradição e inovação, resultados e humanização. Recebemos Renata Ito, diretora administrativa e financeira da Jorsa Embalagens, e Márcia Riberti, líder de produção, que vieram de Itapira (SP) especialmente para compartilhar uma experiência de gestão que não apenas mantém a competitividade no mercado, mas também cria um ambiente de desenvolvimento contínuo, oportunidades igualitárias e liderança feminina consolidada.
A Jorsa nasceu como uma empresa familiar, fundada por irmãos — um deles, pai de Renata. Desde jovem, ela esteve próxima dos negócios e, aos 18 anos, já trabalhava internamente. Quando chegou o momento da sucessão, os fundadores optaram por fazer a transição de forma profissional, contratando uma consultoria que acompanhou o processo por dois anos.
“Essa consultoria avaliou se os herdeiros realmente estavam preparados para assumir. Eu já havia feito duas graduações e uma pós-graduação, e estava me preparando para quando esse momento chegasse.” — Renata Ito
O resultado foi a formação de uma diretoria composta por familiares capacitados e com funções bem definidas: Renata na administração e finanças, o primo Diego no comercial, e o marido na área industrial e controladoria.
A Jorsa completou 33 anos em agosto e hoje é referência nacional na produção de caixas de papelão, atendendo clientes exigentes nos setores alimentício e farmacêutico. Mais que fabricar embalagens, a empresa constrói carreiras, fortalece vínculos e mantém uma cultura organizacional que deveria servir de inspiração para qualquer indústria
A especialidade da Jorsa é transformar papelão em embalagens coletivas, fornecendo para clientes que vão do varejo a grandes indústrias exportadoras. A empresa não exporta diretamente, mas suas embalagens viajam o mundo junto com os produtos dos clientes.
“Atendemos diversos segmentos porque todo produto precisa de embalagem. Nosso setor é um termômetro da economia e exige qualidade constante.” — Renata Ito
Márcia entrou na Jorsa em 2010 para trabalhar na colagem de embalagens, sem intenção inicial de liderar. Com o tempo, a monotonia da função despertou nela o desejo de crescer. Responsável, disciplinada e comprometida, ela foi naturalmente se destacando até assumir a liderança da produção, coordenando cerca de 65 pessoas.
“Sempre vesti a camisa. Desde o primeiro dia me senti acolhida, e isso me deu confiança para abraçar novas responsabilidades.” — Márcia Riberti
Renata reconhece em Márcia um perfil raro: alguém que une competência técnica e engajamento genuíno com os resultados da empresa.
Um dos pilares da gestão da segunda geração é o plano de cargos aberto a todos os colaboradores. Ele define claramente quais funções existem, quais habilidades são necessárias e quais passos seguir para progredir.
“Todos entram sabendo onde podem chegar e o que precisam para isso. Esse processo, aliado à transparência, evita frustrações e mantém o engajamento.” — Renata Ito
Todos os líderes da Jorsa foram formados internamente — nenhum gestor foi contratado de fora. Essa prática gera motivação e cria um ambiente onde as pessoas enxergam um futuro dentro da empresa.
A Jorsa herdou dos fundadores a atenção ao lado humano e aperfeiçoou essa prática. Respeito, comunicação aberta e oportunidades reais são elementos cotidianos.
“O colaborador já entra conhecendo seu plano de crescimento. Isso faz com que ele se sinta valorizado e pertencente.” — Renata Ito
Para a líder de produção, essa cultura torna natural a relação de respeito com a equipe:
“Nunca tive problemas de aceitação por ser mulher. A cultura da empresa já garante respeito mútuo.” — Márcia Hilbert
No setor de embalagens, a presença feminina na liderança fabril ainda é rara. A Jorsa já conta com mulheres em cargos estratégicos — produção, qualidade, comercial, contabilidade — e novas líderes estão em formação.
“O plano de crescimento é aberto a todos, e isso fez com que tivéssemos duas mulheres na liderança da fábrica, algo raro no nosso setor.” — Renata Ito
A participação no programa Elas na Indústria, da FIESP, reforça o compromisso com a representatividade e incentiva cada mulher a puxar outra para cima.
A cada reunião semanal de gestores, participam também colaboradores que estão sendo preparados para assumir posições de liderança, seja durante férias ou em futuras promoções.
“Não esperamos a vaga abrir para treinar. Quando ela surge, o substituto já está pronto para assumir.” — Renata Ito
Esse preparo prévio garante que o padrão de gestão não se perca, mesmo em períodos de transição.
A Jorsa tem histórico de efetivar jovens aprendizes, chegando a 33% do quadro em determinado período. Ao perceber o imediatismo dessa geração, a empresa decidiu adaptar-se em vez de desistir dela.
Está em construção um novo prédio administrativo com área de descanso e jogos, criando um ambiente mais atrativo para os jovens.
“Não desistimos da Geração Z. Adaptamos o ambiente e mostramos que o desenvolvimento leva tempo.” — Renata Ito
A Jorsa também se mantém na vanguarda tecnológica. O investimento mais recente é uma impressora digital que permite imprimir embalagens com qualidade fotográfica — um diferencial para clientes exigentes, especialmente nos setores alimentício e farmacêutico.
“A demanda por impressão de alta qualidade já existe, e com essa tecnologia, conseguimos atender com excelência.” — Renata Ito
O modelo de gestão da Jorsa prova que diversidade, valorização humana e desenvolvimento interno não apenas são compatíveis com resultados, como fortalecem a competitividade. É um exemplo de que cultura organizacional sólida e propósito claro são mais poderosos do que hierarquias engessadas e contratações externas para cargos de liderança.
“Com cultura forte, todos caminham juntos para o mesmo objetivo.” — Renata Ito
O controle da jornada de trabalho é um dos maiores desafios na gestão de empresas. Não se trata apenas de cumprir a lei, mas de alinhar a rotina operacional às necessidades do negócio, garantindo que as regras sejam respeitadas por todos — e que a empresa esteja protegida de riscos trabalhistas e fiscais.
Aplicar corretamente as normas sobre a duração do trabalho exige equilíbrio entre atender às demandas operacionais e respeitar os limites legais. A organização das jornadas, a disciplina dos horários e a prevenção de irregularidades impactam diretamente na produtividade, no clima organizacional e na segurança jurídica.
Recentes mudanças na legislação — como o Decreto nº 10.854/2021 e a Portaria MTP nº 671/2021 — reforçam a necessidade de atenção constante. A negligência pode gerar conflitos internos, ações trabalhistas e multas administrativas.
Hoje há diversas tecnologias para registrar, acompanhar e gerir a jornada dos colaboradores — do relógio de ponto biométrico a sistemas online integrados ao ERP.
A escolha correta depende da realidade da empresa, mas o fundamental é que o sistema permita:
O controle de jornada não é apenas uma exigência legal, mas um direito e um dever mútuo. Alguns pontos-chave:
O tema deve estar no radar de:
Controlar a jornada com precisão protege a empresa, valoriza o tempo do colaborador e garante previsibilidade operacional.
Com ferramentas adequadas, como a integração do controle de ponto ao ERP, é possível transformar um requisito legal em vantagem competitiva — reduzindo custos, aumentando a transparência e fortalecendo a relação de confiança entre empresa e equipe.
Simplifique a gestão da sua empresa com um sistema eficiente e fácil de usar.
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Cultura sólida, valorização de pessoas e liderança feminina: um modelo que merece ser replicado